TRATAMENTOS DE CURA ATRAVÉS DA NATUREZA

TRATAMENTOS DE CURA ATRAVÉS DA NATUREZA A Medicina Natural é a ciência da investigação e da aplicação das leis naturais no dia-a-dia de cada um de nós. Por meio dela podemos atingir excelentes condições de saúde,prevenindo sofrimentos e aprendendo a vivenciar a essência fundamental do Universo.Neste trabalho ; pretendo realizar uma abordagem de aproximação das terapias ocidentais, com práticas milenares orientais. Reniti Wandscheer Prof.Terapêutica....Reg Secretaría de Ensino Supletivo ,sob nº 8942 portaría E/024 SC .
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terça-feira, 17 de junho de 2008

Ameixa


A AMEIXA
(Prunus domestica)
A ameixa é produzida por uma árvore da família das Rosáceas, a ameixeira, que é originária da Pérsia, do Cáucaso e da Ásia Menor.
Aclimatada nos Estados do Sul, apresenta certo número de va­riedades.
Gorduras
Ameixa amarela 0,50 g
Ameixa branca 0,10 g
Ameixa preta 0,10 g
Sais 0,50 g
Vitamina A
Ameixa amarela 300 U.l.
Ameixa vermelha 2000 U.l.
Vitamina B1 (Tiamina)
Ameixa amarela 60 mcg
Ameixa vermelha 120 mcg
Vitamina B2 (Riboflavina)
Ameixa amarela 50 mcg
Ameixa vermelha 150 mcg
Vitamina B5 (Niacina)
Ameixa amarela 0,45 mg
Ameixa vermelha 0,37 mg
Vitamina C (Ácido ascórbico)
Ameixa amarela 6,10 mg
Ameixa vermelha 6.80 mg
Os sais da ameixa fresca, em 100 gramas, oferecem as seguintes proporções:
Potássio 203,0 mg
Fósforo 32,0 mg
Cálcio 20,0 mg
Sódio 19,0 mg
Magnésio 6,0 mg
Silício 2,3 mg
Ferro 0,7 mg
Uso medicinal
Graças ao seu conteúdo em magnésio, sódio e potássio, a amei­xa é laxativa, recomendando-se contra a prisão de ventre obstinada.
Põem-se umas 15 ameixas de molho à noite, e, de manhã, comem-se as ameixas e bebe-se o caldo.
Esse mesmo caldo, misturado com suco de limão, encerra pro­priedades anafrodisíacas.
A ameixa fresca é eficaz contra as hemorróidas e a hipocondria.
Diurética como é, recomenda-se contra as afecções, de caráter inflamatório, das vias urinárias.
É, ainda, desobstruente do fígado, depurativa do sangue e de-sintoxicante do aparelho digestivo, pelo que se emprega com êxito nas afecções febris do estômago e do intestino.
Em caso de fraqueza geral e, especialmente, quando há debili­dade cerebral, a ameixa presta bons serviços, em virtude de sua elevada taxa de fósforo.
No tratamento das afecções das vias respiratórias (anginas, ca-tarros, etc.), a ameixa é muito útil.
"A ameixa fresca", diz o Dr. Teófilo Luna Ochoa, "é um magnífico agente terapêutico contra as enfermidades causadas pêlos ácidos, principalmente pelo ácido úrico, tais como o reumatismo, a artrite, a gota, a arteriosclerose, a nefrite, etc., ácidos esses originados por uma alimentação excessiva, à base de proteínas".
O Dr. Ochoa, outrossim, recomenda a ameixa como eficaz re­médio contra a pelagra.
O Dr. Henrique Roxo diz que a ameixa é um anti-nevrálgico ciliar.
Para se fazer uma cura de ameixa, segundo o Dr. Indiveri Colu-cci, procede-se da seguinte maneira:
Obter uma porção de ameixas boas, necessária para 24 horas. Escaldá-las duas ou três vezes, com água fervendo. Pô-las numa tigela, cobri-las com água e deixá-las de molho por 12 a 24 horas. No primeiro dia, em jejum, comer 8 ameixas frias ou aquecidas em banho-maria; no segundo dia, 10. Aumentar a quantidade, acres­centando duas por dia, até alcançar o desejado efeito laxante, e en­tão continuar tomando a última quantidade, sem novo acréscimoCaso não apareça logo o efeito esperado, aumentar a dose diária, de duas em duas, até aproximadamente 25. Se o intestino ainda continuar preso, comer umas 10 ou 15 ameixas antes de deitar-se, além das que devem ser comidas de manhã, em jejum.
Valor alimentício
A ameixa, consumida ao natural se for fresca, ou demolhada se for seca, é um alimento muito nutritivo e saboroso. É também muito apreciada em compotas, em sopas, em purés, ou em mistura com figos secos, passas de uvas ou nozes raladas.
É um alimento que, por suas propriedades laxativas, convém aos intestinos preguiçosos; que, graças à sua elevada porcentagem em hidrates de carbono, se recomenda aos operários braçais; e que, por causa de seu conteúdo em fósforo, aproveita aos estudantes e aos trabalhadores intelectuais

domingo, 23 de março de 2008

Melancia ( Cucurbita citrullus)


A melancia é produzida por uma planta da família das Cucur-bitáceas, oriunda da índia e aclimatada no Brasil, sendo cultivada em todos os Estados do País. Outro nome botânico para a melancia é Citrullus vulgaris.
Composição química
Em cada 100 gramas de melancia encontram-se:
Calorias 31,00
Agua 92,00 g
Hidratos de carbono 6,90 g
Proteínas 0,50 g
Gorduras 0,20 g
Sais 0,30 g
Vitamina A 408 U.l.
Vitamina B1 (Tiamina) 25,00 mcg
Vitamina B2 (Riboflavina) 35,00 mcg
Vitamina B5 (Niacina) 0,20 mg
Vitamina C (Acido ascórbico) 9,00 mg

Os mais importantes sais contidos em 100 gramas de melancia são formados por:

Fósforo 12,00 mg
Cálcio 7,00 mg
Ferro 0,23 mg


Uso medicinal
A melancia, diz o Dr. Domingos D'Ambrósio. "é levemente la­xante, porém muito diurética. Por isso é indicada no reumatismo, nas ascites e nas obstruções renais".
"Vale mais para um urêmico ou para um gotoso", ensina o Dr. W. F. Friedmann, "uma talhada de melancia do que o melhor dos diuréticos.
"Experiências várias provaram que a água contida na melancia provoca grandes descargas de ácido úrico, limpando, na sua pas­sagem, os filtros renais...
"A melancia ... lava o estômago e os intestinos, dando à ração um volume total que provoca as contrações peristálticas das pare­des do aparelho digestivo, evitando a atonia intestinal, que é a cau­sa das constipações ou prisões de ventre e consequentes estados de melancolia, neurastenia, etc., tão próprias das gerações moder­nas".
O Dr. Demétrio Laguna Alfranca afirma que "a melancia é es­pecialmente indicada para os que padecem de enfermidades das vias urinárias. As pessoas que precisam fazer uma cura desta fruta, devem servir-se do suco da mesma, que não é indigesto nem pesa­do... O suco vai bem nas febres".
Com o uso da melancia, em abundância, curam-se ou comba­tem-se as enfermidades da pele.
O Dr. Leo Manfred aconselha a melancia aos que sofrem de dores e gases intestinais, bem como aos que padecem de afecções das vias respiratórias, como bronquites crónicas, catarros pulmo­nares, etc.
O Dr. Teófilo Luna Ochoa diz que muitos dietistas encontraram na melancia "um remédio contra o reumatismo, a artrite, as enfer­midades dos rins e da bexiga, ... a blenorragia, a acidez estomacal, a dispepsia, a obesidade e a hipertensão arterial, ... e também para aliviar as afecções da garganta, as chagas da boca, e o veemente desejo de tomar bebidas alcoólicas".
Exteriormente, usa-se a melancia no tratamento da erisipela. Apli­ca-se triturada, polpa e casca, em cataplasmas, ou o suco em pin­celadas.
Para combater as febres, toma-se suco de melancia e aplicam-se fatias de melancia diretamente sobre o abdómen.
As sementes oleaginosas da melancia, trituradas, são úteis para o preparo de uma emulsão emoliente, que tem grande utilidade nas inflamações das vias urinárias.
As orchatas preparadas com as semente trituradas acalmam as dores produzidas por ferimentos. Os efeitos comprovados são notáveis.
Em virtude do seu conteúdo em cucurbocitrina, as sementes têm o poder de dilatar os vasos capilares, reduzindo a hipertensão arterial.

Valor alimentício
A melancia é dotada de extraordinário poder refrescante. Num dia de calor, nada tão bom como sentar-se à sombra de uma árvore e comer uma melancia bem madura.
É uma fruta que deve ser comida bem fresca e madura; do contrário produz cólicas e disenterias perigosas.
Devemos usar mas não abusar. Os que abusam desta cucur-bitácea, principalmente quando se trata de criança, muitas vezes são vítimas de diarreia.
A melancia é uma fruta que dificilmente combina com outros ali­mentos sólidos ou líquidos. Devemos, pois, comê-la isoladamente, evitando misturas
.



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